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Óleo lubrificante: respeite o prazo de troca e os números da embalagem

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Manutenção preventiva é a palavra de ordem para quem tem automóvel, pois é o melhor jeito de garantir segurança para o uso do veículo e, algo que todos valorizamos muito: ajuda a reduzir gastos com o carro. É assim com o óleo lubrificante, componente fundamental para evitar o atrito entre as peças internas do motor e também para ajudar a manter a temperatura no ponto certo e o conjunto limpo. Sim, mas o  óleo lubrificante tem prazo de validade e precisa ser trocado depois de um certo tempo de uso. O prazo varia conforme o fabricante, mas hoje a média recomendada é a cada 10 mil quilômetros rodados.  Para quem não se liga muito nisso, é só lembrar de conferir as informações no manual do proprietário do carro.

Conforme destaca o reparador Reinaldo Jardim, da Foxcar Oficina Técnica, “o óleo lubrificante envelhece depois de um tempo de uso e começa a oxidar; é quando perde sua principal característica, que é a capacidade de lubrificar e também de garantir a troca de calor para ajudar a manter a temperatura no nível ideal.” Ou seja, se perde a eficiência, o óleo lubrificante começa a comprometer o trabalho do motor e isso vai gerar um desagaste prematuro e encurtar consideravelmente a vida útil do conjunto.

 

Tipos de óleo lubrificante

 

Atualmente, os óleos lubrificantes são divididos em três tipos:  mineral, semissintético e sintético.  O mineral tem custo menor e é utilizado nos carros antigos. Já o sintético é um produto recente, desenvolvido para os atuais e modernos motores, que trabalham em temperaturas mais altas, por isso tem vida útil maior e é um pouco mais caro.

Entre os dois, há o semissintético, que tem uma composição mista – formada pelos óleos mineral e sintético –  e fica também numa faixa intermediária em desempenho e preço.

Hoje existem diferentes marcas de lubrificantes e as fabricantes de automóveis indicam a marca projetada para o motor de cada modelo. Mas isso não significa que você seja obrigado a comprar somente determinada marca quando for fazer a troca de rotina. Aliás, aqui vai outra dica: o importante é respeitar a especificação do lubrificante recomendado para o motor do seu carro.

 

Sopa de letrinhas?

Para não errar na escolha do lubrificante, é bom saber o que significam a letra e os números das embalagens de óleo. Trata-se da classificação do óleo e para qual tipo de motor ele foi projetado: pode ser 10W40, 15W30, 5W40, 20W50 e por aí vai.

A letra “W” vem da palavra “winter”, de inverno em inglês. Assim, o primeiro número traduz qual é a viscosidade do óleo em baixa temperatura, com o motor ainda desligado; já o segundo número após a letra “W” aponta a viscosidade do óleo a 100 graus Celsius, quando o motor está em trabalho pleno.

 

Não esqueça do filtro de óleo

Além das características dos óleos lubrificantes, anote outro cuidado para não esquecer nunca: vai trocar o óleo lubrificante, nem pense em manter o filtro de óleo usado. “Você tem que substituir o filtro de óleo sim, porque ele retém  impurezas e garante o bom fluxo de lubrificação. O óleo novo em contato com um filtro velho acaba absorvendo contaminantes, é como se o motor ainda estivesse com o lubrificante usado; é jogar dinheiro fora!”. Esse é o recado final do especialista Reinaldo Jardim, profissional com muita vivência dentro das oficinas de reparação. Acho que não vale duvidar, certo?

 

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