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Sustentabilidade e oportunidade de negócio: óleo lubrificante usado pode ser novo outra vez!

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Quando falamos de meio ambiente versus carros, logo pensamos na emissão de gases, correto? Mas como já mostrei aqui, hoje os catalisadores fazem uma grande diferença nessa questão. Agora, se a conversa envolve automóveis e poluentes, hoje tenho outro alerta pra você ficar mais atento: sabia que o óleo lubrificante do seu carro pode ser voltar a ser novo outra vez? Sim, aquele líquido escuro e grosso, já contaminado depois de usado no processo de lubrificação do motor, com a maior pinta de que não serve pra mais nada, pode ser totalmente recuperado. Isso graças a um processo industrial chamado de rerrefino.

“Basicamente, é o mesmo caminho utilizado na produção do óleo novo, quando você pega o petróleo e o transforma em  óleo básico; só que neste caso, coletamos de forma adequada o óleo que já foi utilizado e se tornou impróprio para utilização, e  fazemos  a reciclagem pelo rerrefino”, explica Manoel Browne, Diretor de Sustentabilidade da Lwart Lubrificantes, empresa especializada em coleta e rerrefino e que recolhe  mais de 80 milhões de litros de óleo usado por ano.

No Brasil, esse trabalho começou na década de 60 como mais uma ferramenta para ajudar a reduzir a dependência de importação de petróleo. Hoje o rerrefino segue como importante aliado econômico, no entanto, transformou-se numa valiosa ferramenta de proteção ambiental. Esse trabalho, aliás, tem ligação direta com outra ponta importante em todos os processos industriais: a implantação da logística reversa. Ou seja, todos devem cuidar da coleta e do destino correto dos insumos descartados nos processos de produção. Como lembra Manoel Browne, agora é inadmissível simplesmente queimar um óleo usado e descartar em qualquer lugar, hábito antigo e ainda muito comum em muitas regiões do Brasil. “Ao fazer isso, certamente vou jogar metais pesados na natureza, poluir rios e tornar solo infértil”.

Caso não seja bem manuseado, o óleo lubrificante pode causar danos severos ao meio ambiente, pois normalmente carrega contaminantes como chumbo, cádium, entre outros metais prejudiciais à natureza, explica Browne. “O que a gente faz é classificar esse óleo e ver o que tem nele para então poder segregar e fazer a reciclagem de forma adequada; o resultado final é a transformação do produto usado em óleo mineral básico puro.”

Mas o bom de toda essa história é que, após o processo de rerrefino, dá sim para afirmar que temos óleo lubrificante usado novinho novamente. Algo muito positivo para a nosso meio ambiente, mas que neste momento representa também uma nova demanda de mercado, onde a sustentabilidade pode e dever ser vista como oportunidade de negócio. “É um trabalho para o empreendedor fazer com sabedoria: ele vai se apropriar da boa guarda do óleo e cuidar da destinação ambiental adequada.” Indo mais a fundo, essa é a postura que deve fazer parte da nossa realidade como consumidores, começando, por exemplo, com o cuidado na escolha do local onde vamos descartar o nosso óleo usado, seja do automóvel ou o da própria cozinha de casa.

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